• 21 de Novembro de 2009
  • 14º - 19º Lisboa
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Notícia 2 de 8

O estranho caso Zemskov

Por António

"A guerra fria acabou há uma década e já é hora de a propaganda dar lugar à história, e a conjectura ao documento"


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Anónimo, Lisboa. 30.10.2009 19:11  
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O grande alívio

Leio e fico um bocadinho perplexo 1-Parece que a natureza “profundamente conservadora” de Zemskov garante a fiabilidade do estudo (deste, pelo menos...). 2-Porque é que esta versão dos factos é inequivocamente superior às anteriores? 3-Apenas 4 milhões de vítimas garante que as coisas, afinal, "não eram assim tão más"? Que se vivia mesmo num quase paraíso? 4-“reprimidos” entre aspas significa o quê? E “apenas” 800 mil fuzilados? 5-Quantos ocupantes houve no Tarrafal? E fuzilados? São números que resgatam o fascismo do seu carácter asqueroso? Ou teria bastado um de cada? 6-Em que é que esta versão alterou a visão que o autor já tinha do caso? Quero dizer, quais os limites inferiores do “detonador” da “bomba atómica”? 7-Bomba atómica ou nem tanto. Haver no séc.XXI quem nos alerte para os “horrores” do sistema actual e se sinta aliviado por hipoteticamente terem havido “apenas” 4 milhões de ocupantes do Gulag. Chocante.

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