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sara matos

Saramagoe a insustentávelleveza da ignorância

Os comentários de Saramago não são nem chocantes nem novos, defende neste texto o escritorRichard Zimler. E apenas representam um obstáculo à fé para quem não tenha a menor ideia do que é e do que pretendia ser o Antigo Testamento. As críticas são unicamente banalidades superficiais


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Anónimo, Lisboa. 29.10.2009 09:35  
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Afinal é um romance...

Durante grande parte da minha vida ouvi dizer que a biblia era um livro sagrado, tal como o talmud e o corão. Pois, pelos vistos, agora são romances... Sendo assim, só gostaria de saber que outros romances deram origem a religiões tão sanguinárias. E da literatura fantástica também é capaz de sair alguma coisa desse género ou não? A trilogia do Sr. dos anéis ou mesmo o Harry Potter podem vir a ser a base de alguma religião no futuro, é melhor ir estando preparado...

Leitor, Grande Lisboa. 28.10.2009 12:24  
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Excelente Artigo!

Sobre a bíblia já se escreve a muitos anos....o que se faz agora e publicar dum modo polémico e mediático para ganhar dinheiro! E ainda há os tristes que reagem a infantilidade de querer ser polémico, so porque sim. Não comento livro...para mim, e mais uma publicação no mercado. O Sr Saramago conhece a arte de escrever...mas tem-lhe faltado muita inspiração !Sera que o mar ja asfixia a criatividade em Lanzarotte? Curioso os espanhois catolicos nao mediatizarem a sua opiniao...pois esses sao em maior numero e mais crentes... Dava-lhe mais valor se deixasse de birrinhas tão previsíveis.

Anónimo, Boticas. 28.10.2009 02:11  
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Ridículo!

Este artigo do Zimler é mais do mesmo que anda por aí, e se ele acha que o Saramago não merecia tanta atenção, porque perdeu tempo a escrever isto? não é uma contradição. E mais, a bíblia é usada como um manual. Ou o Corão. Ou será que o Corão não teve nada que ver com a queda das torres em NY ou a matança de homossexuais em países muçulmanos? Basta ir ao site do Vaticano para encontrar referências à bíblia, da parte do Antigo Testamento, livro dos Génesis, para, por exemplo, dizerem que actos homossexuais são inaceitáveis: The natural truth about marriage was confirmed by the Revelation contained in the biblical accounts of creation, an expression also of the original human wisdom, in which the voice of nature itself is heard. There are three fundamental elements of the Creator's plan for marriage, as narrated in the Book of Genesis. e depois: Homosexual acts “close the sexual act to the gift of life. They do not proceed from a genuine affective and sexual complementarity. Under no circumstances can they be approved. O link: (...)

Paulo Morgado, Rio Tinto, Gondomar. 27.10.2009 23:08  
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À Fogueira com eles

Se isto se passasse nos bons velhos tempos do poder da Igreja, Saramago estaria na fogueira ou teria fugido. A Bíblia é um livro muito interessante, tem passagens lindíssimas, tem outras repugnantes. Não está certo uma instituição querer decidir o que é mesmo assim e o que é metáfora conforme o seu interesse. A Igreja, enquanto instituição, tem feito muitas coisas que contrariam a parte bonita da Bíblia. Os padres pedófilos serão menos repugnantes que os pedófilos não padres? A instituição Igreja deu-lhes cobertura. Nos EUA pagou milhões de dólares às vítimas para os padres não irem a julgamento. Os superiores já sabiam da pedofilia e transferiam os padres pedófilos para outras localidades e eles continuavam a abusar sexualmente de crianças. Será uma interpretação da Igreja para "vinde a mim as criancinhas ... .

Filipe, Lisboa. 27.10.2009 21:00  
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O insustentável peso da má consciência do sacro império

A igreja de hoje, herdeira do sacro império e das cruzadas, tem ideólogos e o próprio Ratzinger é um expoente. O senhor Zimler não é dessa igreja mas ela não o desdenharia. Essa igreja é, também, próxima da igreja que teve o poder de nomear reis, fazer guerras genocidas em nome de deus e queimar pessoas (mesmo cristãs) que não se conformassem com esse poder ilimitado. Hoje essa igreja continua a ter um poder económico gigantesco, continua a influenciar o poder político em muitos países e, com a Bíblia na mão, faz um constante apelo a que os humanos vivam de joelhos, vergados e obedientes perante o altar da alta finança e do poder económico em que essa igreja também tem o seu papel. Saramago não é Galileu nem Newton mas, vivendo neste tempo e graças a deus, também desperta a ira do santo ofício e de filósofos das religiões. As fogueiras de S. Domingos ou de Goebbels, mesmo sendo simbólicas, não voltarão! Mas é preciso estar atento porque o ovo da serpente pode estar escondido em qualquer parte.

Nuno, Lisboa. 27.10.2009 19:42  
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Saramago

José Saramago é o maior ignorante da história da literatura, concorde-se ou não ele nunca primou pela inteligência, até porque é comunista...alguém conhece algum que seja no minimo esperto... esta critica acima descrita foi a melhor reflexão feita até agora sobre o que disse o ESPANHOL acerca da Bíblia.

José Nery de Azevedo, Porto. 27.10.2009 19:39  
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Finalmente algum bom senso.

Depois de ter lido e ouvido tanto disparate é refrescante saber que há quem saiba reduzir esta falsa polémica à sua verdadeira dimensão, que é . . . nenhuma ! Mas fica-me uma dúvida. Como é possível que este ex-tipógrafo , autodidacta e nobelizado que sempre denotou um acentuado défice cultural tenha escrito esse livro memorável que é o Memorial do Convento ou o admirável O Ano da Morte de Ricardo Reis ? Inquietante . . .

Anónimo, Alfama. 27.10.2009 19:30  
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Só na santa terrinha... e só no Público! Mas ainda bem, viva a liberdade de expressão!

Saramago, estigmado por um esquerdismo insustentàvel a muitos, acaba por pôr achas na fogueira, salvo seja, senão ainda levamos com outro artigo de propaganda desta sumidade. Direito a tradutor e tudo! Viva o direito a Propaganda de todos! Obrigado, Público.

sergio henriques, porto. 27.10.2009 17:48  
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Desinteresse

Bom, Richard Zimler, norte americano e judio, devo desembaraçada e descomplexadamente atentar, mostra comum ignorância aos críticos de Saramago com um toque de arrogância que vejo mais como estilo americano, que mal intencionado. Questiona sobre a pertinência para um trabalho, uma obra literária, se este não acrescenta nada de original? E então?, para depois sugerir uma abordagem que lhe interessa, para questionar ou fantasiar sobre a razão para Deus ter submetido e continuar a submeter o povo judeu a tantas provações, lhe exigir tanta fidelidade e obediência. Pois parece que exactamente por ser o povo escolhido, povo nómada e errante que pastoreava, em contraposição com os povos agricultores sedentários que constituiam núcleos que se tornariam cidades. Richard Zimler tem razão quando diz que os media exploraram muito mal o assunto. É verdade, faltou aos media o que não faltou em encarapuçado tom solene, uma imensa falta de sensibilidade e inteligência para explorar um assunto que teria esse interesse, para além de um cinismo que pela idiotice e ignorância fica muito aquém daquele de Satã. Mas, o autor acima transcrito revela integrar-se nessa corte que critica, com o mesmo tom, Saramago, revelando o quão impregnados e formatados estão de artifícios criados para uma vulgata judaico-cristã. Não há frivolidade nenhuma naquilo que diz Saramago e como se informa. A sua aparente ingenuidade só mostra a inteligência e subtil matreirice por ser a única forma de tomar o tema. Sendo também esse o tipo de leitura que originalmente sugere a quem o deseje ler. Não é a fé, nem o seu combate que se propõe trabalhar, claro está. Saramago não pretende fazer tratado, para isso há outros que o façam, mas ficção sobre uma obra de ficção que ele só teima em desconstruir sem um carácter preconceituoso e de boa fé, se possível.

pedro, portugal. 27.10.2009 17:17  
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vício de argumentação

Não concordo nada - ou melhor, na sua perspectiva agnóstica o raciocício está correcto - mas e para um católico? O que diz é que os milagres na biblia são mera poesia e como tal deve ser analisada - mas então o que é a religião senão a adopção desses milagres??? A ressureição é poesia para um católico - não aconteceu?? Já agora Jesus cristo também é poesia? É que não é nem pode ser - diria você então que há partes para um cristão levar a sério e outras a brincar? Então não é o livro sagrado? E note, estou de acordo consigo em tudo - menos na perspectiva que um católico é ingénuo ao adoptar outra postura - como pode??

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